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Acesso a misericórdia

Para representar as portas trancadas foram realizadas visitas em dois lugares na cidade de São Paulo, onde em determinado período a misericórdia foi deixada de lado. Mesmo que o tempo tenha passado e a situação tenha mudado, as histórias ainda são existentes nas memórias de quem as presenciou.
Conheça agora um pouco sobre esses locais que representavam a falta de misericórdia:

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Lembrar é resistir! Essa é a mensagem mais emblemática transmitida pelo Memorial, que tem como principal motivação relembrar a historia de quem sofreu com a repressão no período da Ditadura Militar no Brasil. O Memorial tem como missão não deixar a história ser esquecida e principalmente informar o público visitante sobre o que realmente aconteceu naquele período tão obscuro e conturbado em nosso país.
 

 

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A visita ao memorial da resistencia além das celas você pode encontrar com videos falando sobre os mortos e desaparecidos da época.

Também há relatos em áudio onde os presos comentam que mesmo sobre as condinções sub-humanas eles encontram a felicidade e entre eles o sentimento da misericórdia.

Uma visita emocionante onde podemos encontrar uma nova forma de resistir as injustiças

Onde hoje é o Memorial da Resistência, funcionou no período da Ditadura Militar (1964-1985) a sede do DEOPS que era a polícia política, mesmo local onde os presos políticos eram mantidos sobre tortura. Todo esse espaço foi utilizado para recriar as celas (quatro celas no total), onde cada uma delas conta desde contextos históricos a relatos minuciosos sobre a triste experiência dos presos.

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Atual Parque da Juventude ainda possue restigios do complexo penitenciário do Carandiru onde ficou conhecido pela má administração, super lotação (chegou a abrigar oito mil presos, sendo considerado o maior presídio da America Latina) e pelo massacre de 1992. Nesse complexo encontramos a porta para misericórdia fechada.

 


Principalmente pelo fato que tornou o local tão conhecido, o impactante massacre ocorrido em 2 de outubro de 1992, em que para conter uma rebelião, a Polícia Militar invadiu o presídio e executou 111 detentos, sob o comando do Cel. Ubiratan Guimarães, com o conhecimento e consentimento do então Governador do Estado Luiz Antônio Fleury Filho.

O Memorial da Resistência de São Paulo é Membro Institucional da Coalizão Internacional de Sítios de Consciência, uma rede mundial que agrega instituições dedicados à preservação das memórias de eventos passados de luta pela justiça. The Resistance Memorial of São Paulo is an Institutional Member of the International Coalition of Conscience Sites , a global network that brings together institutions dedicated to the preservation of past events memories of struggle for justice.

Cela do DEOPS (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS-SP). Representa o espaço nos quais os detentos viviam encarcerados. DEOPS (State Department of Political and Social Order of São Paulo (DEOPS -SP) Jaill cell . It represents the space in which the prisoners lived incarcerated.

Instalação feita no Memorial da Resistência em homenagem aos mortos e desaparecidos durante a Ditadura Militar no Brasil. A obra foi feita pelo performer Alexandre D’Angeli. Installation made at the Resistance Memorial in honor of the dead and missing people during the Military Dictatorship in Brazil. The work was made by the performer Alexandre D' Angeli.

O vaso sanitário mostra as condições nas quais os presos políticos do DEOPS eram mantidos, lugar onde hoje é o Memorial da Resistencia de São Paulo. The toilet shows the conditions in which the political prisoners of DEOPS were kept, where is nowadays the Resistance Memorial of São Paulo.

Instalação do Memorial da Resistência, em São Paulo representando os cravos vermelhos distribuídos para os detentos por Elza Lobo (Jornalista e Professora), enquanto esteve detida no natal de 1969, durante o regime militar no Brasil. Installation of the Resistance Memorial, in Sao Paulo representing the red gillyflower distributed to the prisioners by Elza Lobo (journalist and teacher) , while she was detained on the Christmas of 1969, during the military regime in Brazil.

Referenciais históricos da época do presídio foram mantidos, como muralhas e ruínas de celas na área que dá lugar hoje ao Parque da Juventude. A oficina de trabalhos manuais virou o ginásio do parque, que abriga uma academia. Historical references of the prison were kept , such as walls and ruins of cells in the area that is now the Parque da Juventude. The shed of manual labor became the park gymnasium, which has a gym.

Usando termos da prisão como “algemas”, “grades”, “amarras”, “confinamento”, “vigilância”, “limitação”, “muros”, a poetisa, cria a possibilidade da libertação através da palavra. Using prison terms as "handcuffs", "bars", "bonds", "confinement” , "monitoring", "limited", "walls", the poetess creates the possibility of liberation through the word .

Poemas sobre a liberdade ocupam as ruínas entre as celas e muros de um dos antigos pavilhões da penitenciaria. Poems about freedom occupy the ruins between the cells and walls of one of the old halls of the penitentiary.

Pedras no chão trazem referência ao Projeto "Caminhos Efêmeros da Poesia", que faz alusão a um relógio poético com o tema "Liberdade" da poetisa Rita Alves. Stones on the ground bring reference to the Project "Ephemeral Paths of Poetry", which alludes to a poetic clock with the theme "Freedom" by the poetess Rita Alves.

O Marco da Paz foi inaugurado no Parque da Juventude em 21/09, Dia Mundial da Paz. Idealizado em 1999 pelo italiano Gaetano Brancati Luigi, que em sua infância testemunhou a fome e o sofrimento de milhares de pessoas na Segunda Guerra Mundial. The Mark of Peace was inaugurated at Parque da Juventude on 21/09, World Day of Peace . Conceived in 1999 by the Italian Gaetano Brancati Luigi, who in his childhood witnessed the hunger and suffering of thousands of people in World War II.

Fotos do Memorial e Parque da Juventude

De acordo com relatos de sobreviventes, o número de mortos teria sido maior, com pelo menos 250 vítimas da Polícia Militar.  Esse acontecimento se tornou fonte para livros, filmes e videoclipes ao longo dos anos, pela brutalidade como tudo aconteceu.

Com a demolição do Carandiru em 2002, nasceu o Parque da Juventude que é uma forma encontrada para dar outro sentido àquele local, tentar apagar todo o lado sombrio que existia no passado, trazer um pouco luz e paz para a região e reabrir as portas da misericórdia que foram fechadas pelas barbáries cometidas nos pavilhões penitenciários.

Memorial da Resistencia
Parque Ancora
Fotos Memorial e Parque

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